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Pastoral Afro-Brasileira da Paróquia de Sant’Ana em Carandaí: Entrevista com coordenadora destaca atividades, desafios e importância do Dia da Consciência Negra

Dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana em Carandaí, Minas Gerais, realiza uma entrevista com Maria Imaculada de Oliveira Nascimento, coordenadora da Pastoral Afro-Brasileira da paróquia.
Na entrevista, Maria Imaculada fala sobre as principais atividades realizadas pela pastoral ao longo do ano, que buscam valorizar a cultura e a identidade negra na comunidade.
“Nós nos reunimos todas as primeiras segundas-feiras do mês na casa da pastoral”, disse Maria Imaculada. “Fazemos comemorações ao Dia da Mulher com o projeto Empoderamento Afro, onde trabalhamos com mulheres e adolescentes negras. Dentro desse projeto, a gente trabalha a espiritualidade, a verdadeira história do negro no Brasil e também estética para cabelos e maquiagem das mulheres negras.”
Outra atividade importante realizada pela pastoral é o Encontro dos Congadeiros Carandaienses, que acontece no dia 13 de maio. O encontro é uma oportunidade para formação de congadeiros e membros da PAB (Pastoral Afro-Brasileira).
Em julho, após o Jubileu de Sant’Ana, a pastoral realiza o Festival de Congada, em parceria com a Secretaria de Cultura de Carandaí e a Paróquia de Sant’Ana. O festival abre com uma Missa Inculturada e conta com a participação da pastoral no cortejo e na recepção das bandas de fora. “Tem também as Missas de cada guarda que é com o levantamento de mastros reinados. Tem sempre a nossa participação”, completou.
A pastoral também participa de projetos de valorização da cultura e da identidade negra, como o projeto “Tecendo Nossa Cultura”, realizado em parceria com a Secretaria de Cultura e a Associação dos Artesãos de Carandaí. “No ano de 2023, nós confeccionamos as faixas para a guarda de Congada de Nossa Senhora do Rosário”, contou Maria Imaculada. “Foi um projeto muito bonito.”
Maria Imaculada também falou sobre os desafios enfrentados pela pastoral. “Praticamente todos os mesmos enfrentados pelo povo preto: invisibilidade, preconceito, racismo velado, troca de olhares, risinhos debochados”, disse ela. “Isso dentro e fora da igreja e dói muito.”
A coordenadora da pastoral ressaltou a importância de celebrar o Dia da Consciência Negra. “É importante celebrarmos o dia 20 de novembro porque é uma data para chamarmos a atenção da sociedade, poder público, igreja, da situação que ainda muitas pessoas vivem por causa da cor da sua pele”, disse ela. “É a data para eles tomarem consciência de uma verdade horrorosa que ainda está aí e para nós povo preto tomarmos consciência do nosso valor.”
Por fim, Maria Imaculada falou sobre a inspiração da pastoral na vida e na obra de Zumbi dos Palmares, o líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência negra no Brasil.
“A primeira palavra quando se fala em Zumbi é resistência”, disse ela. “Temos que nos inspirar a ele pela resistência que ele teve, afinal foi uma guerra de 100 anos ou mais em Palmares. A segunda inspiração é a solidariedade entre irmãos negros. Zumbi estava bem, livre como coroinha de igreja, poderia ter continuado ali e tudo bem. Só que eu penso que, ele foi tocado pelo senso de justiça de Nosso Senhor Jesus Cristo e fugiu para defender e lutar pela liberdade dos irmãos também. Então sim, Zumbi é uma grande inspiração para nós da Pastoral Afro-Brasileira.”
A Pastoral Afro-Brasileira da Paróquia de Sant’Ana em Carandaí é um exemplo de trabalho importante que vem sendo realizado para valorizar a cultura e a identidade negra na comunidade.

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