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Tempo do Advento: Orientações Litúrgico-Pastorais

Tempo do Advento: Orientações Litúrgico-Pastorais

 

Iniciamos o tempo do Advento! Esse tempo vai das primeiras vésperas do Primeiro Domingo do Advento (final da tarde do sábado, 26 de novembro de 2022) até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor (final da tarde do sábado, 24 de dezembro de 2022). “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa” (NALC, n. 39)
Assim, relembramos algumas orientações oportunas para bem celebrarmos, em nossa Celebrações Eucarísticas, o tempo do Advento:
1 – “A coroa do Advento, com o progressivo acender das quatro velas, domingo após domingo, até a solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que, pouco a pouco, iluminava a noite da espera expectante até o nascimento do Sol da justiça (cf. Ml 3,20; Lc 1,78)” (Diretório sobre a piedade popular e a Liturgia, n. 98, p. 87).
A coroa do Advento é feita com ramos verdes, de forma circular (aliança, realeza de Cristo, coroa dos eleitos, eternidade, parusia etc.), com as quatro velas (não há normas específicas para cores das velas, logo preferencialmente de uma única cor) que se acendem gradativamente nas quatro semanas do Advento (no primeiro domingo, uma; no segundo, duas; no terceiro, três; e no quarto, todas), com um rito apropriado, de preferência antes da celebração, retomando o costume judaico de celebrar a vinda da luz à humanidade. Esta prática, expressa nossa prontidão e abertura ao Senhor, que vem e quer nos encontrar acordados e com nossas lâmpadas acesas. A coroa do Advento deve ser de material natural (não de festão ou outro material artificial), sem enfeites de bolas natalinas, colocada ao lado do altar (nunca em cima) ou da Mesa da Palavra.
2 – O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. Se não é cantado, é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente. Canta-se ou recita-se nos domingos FORA DO ADVENTO e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes. (IGMR, § 53)
3 – No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com A MODERAÇÃO que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e, em vez de as pôr sobre a mesa do altar, disponham-se junto dele. (IGMR, §305). Para isso, deve-se evitar os enfeites luminosos, pisca-piscas, festões, bolas coloridas, brilhos etc. Cuidado para não introduzir na igreja (templo) sinais que evocam consumismo (aparência de shopping centers). Enfeitar a igreja para o Natal às vésperas da grande festa acentua bem a passagem, a chegada do Esperado com tanta expectativa!
Obs.: No terceiro domingo, pode-se usar a cor róseo, manifestando alegria pela proximidade do Natal. Lembrando que a cor comum é o roxo, simbolizando preparação e interiorização. (cf. IGMR, § 346). Mas não para o altar, que é sempre branco, com pelo menos duas velas ao seu redor ou sobre ele. (cf. IGMR, §117)
4 – Sobre a mesa do altar, apenas se podem colocar as coisas necessárias para a celebração da Missa, ou seja, desde o início da celebração até à proclamação do Evangelho; e desde a apresentação dos dons até à purificação dos vasos, o cálice com a patena, a píxide, se for precisa, e ainda o corporal, o sanguinho, a pala e o Missal. Além disso, devem dispor-se discretamente os instrumentos porventura necessários para amplificar a voz do sacerdote. (IGMR, § 306)
5 – No tempo do Advento, usem-se o órgão e outros INSTRUMENTOS MUSICAIS com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor, como por exemplo, não usar instrumentos de percussão.
Obs.: Os grupos devem cantar as músicas próprias para esse tempo.
6 – Nos dias feriais (durante a semana) do Advento de 17 a 24 de Dezembro, na Oitava do Natal e nos dias feriais da Quaresma, excetuando a Quarta-Feira de Cinzas e a Semana Santa, diz-se a Missa do dia litúrgico ocorrente (não deve-se celebrar Memórias ou festas, somente o Advento). (cf. IGMR, § 355, a).
7 – Nos dias feriais (durante a semana) do Advento, antes do dia 17 de Dezembro, nos dias feriais do Natal, do dia 2 de Janeiro em diante, e nos dias feriais do Tempo Pascal, pode escolher-se ou a Missa da féria (durante a semana) ou a Missa do Santo ou de um dos Santos de que se faz memória, ou ainda a Missa de um Santo mencionado nesse dia no Martirológio. (cf. IGMR, §355, b).
8 – Para além das Missas, outras iniciativas podem ajudar muito na vivência desse rico tempo do Advento, como: a celebração da Novena de Natal em família, intensificação da oração pessoal, montagem do presépio, a experiência do sacramento do Penitência, coleta para os pobres, etc.
Esperamos que toda a preparação externa do Advento nos ajude na preparação interna, em nossa espiritualidade, a fim de que o Menino Deus possa nascer em nossos corações no dia 25 de dezembro, Natal do Senhor, dando frutos concretos em nossas famílias e comunidades e, desse modo, à luz da liturgia sagrada, renovar a liturgia da vida!

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